Amigos do pano, talvez seja recorrente o que desejo postar agora, mas não importa, esse espaço foi criado justamente para darmos vazão ao que sentimos e pensamos, então, mais uma vez gostaria de traduzir aqui o que sinto nesse momento sobre as pessoas que hoje fazem parte do meu dia a dia e que, portanto, afetam o meu humor, meus hábitos e minhas atitudes. Como não poderia deixar de ser, boa parte desse pessoal é o que está aqui comigo, no GDR Poker Room, e sempre serei grato a todos eles que frequentam a nossa convivência, claro, com espírito altamente competitivo, porém dotados de uma sociabilidade da qual me orgulho muito, quando sei que essa qualidade muitas vezes não é praxe nesse nosso meio.
Então vamos a esse deleite. O Poker, que jogo genial, fascinante, intrigante, algumas vêzes injusto, porém logo ali na frente ele subtrai essa injustiça pregando uma peça na mesma moeda ao seu adversário, dando-lhe um saboroso bad-beat, conferindo-lhe o mesmo sentimento de injustiça e por ai vai, e é por isso que o Poker atrai cada vez mais pessoas de todas as matizes em torno da mesa.
O amigo já pode ir dizendo mais uma vez lá vem ele com os seus paradoxos... não, desta vez parei por aqui. Na verdade, apenas quis abrir o texto dessa forma para dar ênfase ao quão maravilhoso o poker de fato é; sem querer fazer qualquer apologia aos clubes, sei que existem muitos lugares verdadeiramente ruins por ai e até mesmo a internet tira um pouco da essência dessa maravilha engenhosa chamada Texas, o contato pessoal.
Incrivel e eis aqui mais um paradoxo que ocorre, num ambiente que outrora fora somente de foras-da-lei e presença de senhoras de favores pagos ou de tudo que estivesse a margem da lei, hoje o poker room se tornou um lugar de encontro de amigos, e amigos do bem, até relembrando o paradigma segundo o qual os próximos se procuram, isso é a mais pura verdade pois nunca imaginei e juro pra vcs sem demagogia nenhuma, encontrar pessoas que me acrescentassem tanta à vida num curto periodo é realmente emocionante em todos os sentidos! Como sou uma pessoa muito passional, poderia aqui ficar citando vários amigos que essa empreitada me proporcionou, mas pôxa, em tão pouco tempo?
Pois é essa minha filosofia de vida, você sempre terá a corda para se enforcar, ou seja, a liberdade que temos é a nossa maior restrição, se a pessoa nao souber conviver com isso, estar ao meu lado lhe será hostil e a relação vai minguar, certeza absoluta. É por isso que não me importa o tempo que conferimos à amizade, mas sim a intensidade e a forma como essa interação se aplica no dia a dia.
Aqui no GDR, sempre recebo a todos de braços bem abertos sem qualquer processo seletivo inicial, porém com o passar do tempo a dinâmica de interações que lubrificam os relacionamentos vão dando o tom de nossas ponderações, fazendo com que consigamos separar o joio do trigo. Posso até cometer erros, mas acredito que são pontuais e passíveis de serem corrigidos, porém os parâmetros que me fazem crer que eu esteja certo de minhas escolhas são os níveis de amizades que possuo, razões pelas quais não tenho motivos para mudar.
Nossa meu, mas por quê você tá falando disso tudo agora? Simplesmente por que faço questão de enfatizar principalmente aos que me conhecem há pouco tempo, que não falo as coisas por demagogia, procuro sempre ser direto, franco,...mas chega de blá-blá-bla e vamos ao que interessa: Amizade: na etimologia minha e não a do Aurélio (alma em dois corpos) É ISSO. Eu penso meu, vou te falar, sou um privilegiado nesse aspecto, cada vez mais a vida me brinda com essa benção que é a amizade. São tantas amizades conquistadas ao longo de várias jornadas, algumas de uma vida inteira, outras apenas amostras que já me fizeram crer que o tempo realmente não é importante.
Repetindo, quero dedicar esse post novamente à algumas pessoas, mas desde já peço desculpas à todos aqueles que não são citados, mas que sabem o quanto são importantes para mim. Meu primeiro amigo como não poderia deixar de ser é o meu pai, pô tô até chorando só de falar o nome do velho! Veja então se eu não gosto e admiro esse cara, num simples parágrafo sobre ele, já me desmancho. Quem nos conhece de relance, podem achar estranha a nossa relação, pois a gente se xinga, briga até por coisas tolas, mas é muito difícil algo nesse plano terrestre que nos separe, pois não há nem haverá maior e melhor referência em tudo que faço na minha vida! Esse homem, juro a vocês, é um Superman; não vou aqui falar mais dele pois ele já se acha demais, apenas mais uma coisa: Ele sempre será o meu maior ídolo, nunca haverá outro, podem crer!
Então, após descobrir o significado de uma verdadeira amizade através da figura de um pai, vários amigos fui conquistando ao longo dessa minha existência, alguns estão sempre próximos até hoje, com muitas lembranças excelentes, lições de vida que vivenciamos juntos, que os digam o Flavio, Clayme, o Salim, Fabio e o Saloo. Esses caras sabem o que significa pra mim tê-los sempre por perto, realçando e lustrando as nossas amizades sempre ao sabor de nossas lembranças e o que podemos construir juntos nessa estrada que aprendemos a sempre compartilhar sem usuras, receios, apenas guiados pelos nossos sentimentos comuns, porém de altíssimos valores, os quais sabemos que nos são sempre caros...
E como acredito que a vida sempre nos surpreende a cada dia, eis que surge o que viria a ser o meu melhor amigo, o Raphinha, meu samurai e como tudo na vida é uma questão de mentalizar aquilo que você quer de melhor a quem você ama, a quem você dedica a sua vida para ver essas criaturas sempre sorrindo e felizes, sua chegada meu filho, foi uma benção de nosso papai do céu, dando-me uma alegria que não posso traduzir em palavras, mas que vem do fundo de meu coração, aquele sentimento que somente quando o sentimos sabemos do que se trata...
Um verdadeiro samuraizinho, um guerreiro, meu filho, que logo no começo da vida já passou por tantos revezes em que a maioria de nós adultos sequer imaginamos um dia passar. Mas, o meu guerreirinho, nos seus poucos aninhos, sempre foi me ensinando o que é de fato ser forte, mostrando-me um sentido diferente da vida, com a sua vontade surpreendente para ultrapassar as dificuldades que lhe aparecem, sempre sorrindo, aquele sorriso verdadeiro de criança, os seus olhinhos cintilantes, dando-me a demonstração cabal de que é sempre preciso ser forte, guerreiro, lutar pela vida, pela felicidade, pela alegria da conquista de uma espaço nessa nosso mundo...Desde o início, pela forma que as coisas foram correndo, já via claramente a inversão dos sentimentos normais de um pai diante do filho, pois era ele quem me passava o sentimento de fortaleza e serenidade, por mais que a situação não estive tão boa pra ele; ele sempre nos reconforta com o seu olhar, seus pequenos gestos tão cheios de ternura, sorrindo, como dizendo-nos para ficarmos tranquilos que aquilo ele tiraria de letra.
Não sou de ferro, nunca fui, estou agora aos prantos, e é dessa maneira que quero relatar, que nesse pouco tempo de convívio entre nós, ele tem me ensinado diariamente o que significa sobrepujar as dificuldades inerentes que a vida coloca sobre nosso colo sem pedir permissão. Poderíamos ficar nos lamentando por esses e outros infortúnios, mas a memória do meu samuraizinho não tem espaço para lamentações, essa é uma das razões de minha profunda admiração por ele; tudo isso que estou relatando não é corujice, nunca fui bom nisso, todos sabem, mas aprendi com meu primeiro amigo que o que já está bom nao precisa ser comentado nem realçado. Então, esse papo de "meu garoto" aqui nao rola, o que rola é admiração a um garoto de espírito guerreiro, um samurai que já nasceu samurai, já brigou pela sobrevivência sem ter aprendido com ninguém, seguiu simplesmente seus instintos de guerreiro e pra coroar a sua honra passou por tudo isso sem perder a classe do sorriso. Você pode falar, pô mas é uma criança, mas vejam, estive por 30 dias em uma UTI pediátrica e via a tristeza estampada nos rostos das outras crianças, mas ele se manteve com o moral impassível, um exemplo um guerreiro, parabéns Raphinha!!!
Ôooooooooooosssssssssss! Pois é, mas e o poker? Bom as coisas foram fluindo na minha vida até que pra quebrar vários paradigmas, um dos meus amigos enveredou pelo Poker, um tal de Akkari, nem quero comentar nada sobre a nossa amizade, pois o bicho virou celebridade então, qualquer coisa que eu falar dele vai parecer papagaio de pirata, mas o quero comentar viu Pelica, que fica entre nós, ele me deu uma força pra abrir um clube, pois meu outro negócio não ia mais bem, me juntei com um outro amigo que também dispensa comentários, um espanhol teimoso, metódico, mas duvido que muitas pessoas no mundo tenha a sua lealdade, altruísmo, um grande exemplo de ser humano, Saloo!. E aí embarcamos nessa nova etapa de minha vida e as coisas foram andando, apareceu um tal de Rocha um puta babaca, que joga mal pra cacete porém pra quem o conhece sabe que ele é mais carismático do que tight e ele folda KK pre-flop como se fosse a coisa mais natural do mundo e nem fica vermelho (vê se ele é tight), portanto imaginam o tamanho do seu carisma desse malandro teimoso pra cacete, mas ainda vou ensinar uma paradas pra ele vai ficar de fato bom. Minha querida Anita, sei que vc é uma das leitoras do nosso blog, me ajuda a fazer com que ela assista o The Secret, isso vai ajudá-lo muito, a gente é o que a gente pensa, bom mas enfim esse malandro me ajudou muito, trouxe uma galera muito gente boa que já foi citada e bem descrita no ultimo post pelo Edu, grande Eduzão, salve o curintia (Obina neles), muita gente boa mesmo não vou falar de novo pra não ficar chato, mais né.
Bom nessa leva veio um tal de Luis, um japonês gordo, bem humorado (é claro, gordo não passa vontade tá sempre de bom humor), veio aqui no primeiro dia falou todos os termos técnicos do Poker, que já tinha lido uma biblioteca e tal, metido a intelectual do jogo. E aí, como estavamos na frente do computador, resolvi consultar os seus ganhos na internet e pra nossa surpresa se tratava de um Fish de Aquário, ou seja, jogador muito fraco!! Muito bem, enquanto conversávamos, eu, o Rocha e o Korea, o japonês decidiu jogar um jogo fraco que estava rolando na mesa e enquanto continuávamos conversando, ele nadava de braçadas na mesa dava falinha, blefava e mostrava... Quando me dei conta disso, falei, ôpa na minha piscina o tubarão sou eu (ou era rsrsrsrsr...). Sentei na mesa e em poucos minutos deixei o japinha só com o elástico do dinheiro, caiu duro, me dei por satisfeito, tinha colocado o guru do Rocha no seu devido lugar, ridicularizado seus ganhos na internet e a vida seguiu.
Então esse japa gordo sempre sorridente começou a frequentar o GDR, seu carisma maior que sua barriga contagiava a todos, principalmente a mim, ao ponto de um dia um cara que não vou citar o nome, pois ele não merece esse crédito,foi muito, mas muito escroto na mesa com o japa, na hora eu não falei nada, mas depois refleti e falei se fosse comigo eu teria feito algo diferente, mas o japa se controlou e tal, e começou a chamar a minha atenção, daí pensei, pôxa, ele não tomou qualquer atitude pois estava numa casa estranha e então nos respeitou... Então, no outro dia, liguei pra ele e falei ô japa escuta aqui, você ontem mostrou uma paciência muito grande e se isso foi em respeito a nossa casa, a partir de hoje, você está autorizado a responder a esse cidadão a altura, portanto fique a vontade; em outras palavras, fica tranquilo que já vimos que você é do bem e outro é um covarde, então se quiser soltar a cachorrada fica a vontade, a casa é sua. E pra minha surpresa, ele esqueceu o episódio, mantendo-se de forma sempre muito tranquila na mesa mesmo quando perdia, e como ja disse em outro post o bicho é uma enciclopédia e comecei a admirá-lo cada vez mais pelo seu equilíbrio, depois pela técnica e descobri que naquele dia que eu o deixei duro, o malandro tava era usando a verba de propaganda, um puta jogador realmente um ás do Poker...
Inspirado numa aposta entre o Akkari e o Caio Pimenta, onde o desafio era perda de peso, minha afinidade e admiração por ele já estavam suficientemente grande pra desafiá-lo da mesma forma. Feita as regras como enunciado no post Fat Challenge, a galera começou com o “você já perdeu... o japa é maluco... ele parou de fumar de estalo, um cara com uma opinião muito forte...; mas como todo bom faixa preta que sou, o que eu mais quero é guerra, e guerra justa. Isso significa adversário a altura, fiquei super feliz por achar um oponente assim e como guerra é guerra caí pra dentro tempo ruim o tempo todo, pressão no Japa . Academia, remédio-dieta, falei, vou arrumar uma nota e ganhar saúde, que sonho...
Na medida que foi passando o tempo, depois de aparentemente ganhar as primeiras batalhas, vi que o desafio seria uma verdadeira guerra, e não aquilo que imaginava a priori. Então, errei, estimei muito mal, e quem erra nas suas premissas, dependendo do tempo que temos, fica praticamente impossível reverter a situação e inevitavelmente paga caro...Subestimei o japa, “Suntzu - conheça a si mesmo e ganhará metade das batalhas, conheça a você e o seu adversário e ganhará todas as batalhas”, pensei, moleza o japa, mais velho, metabolismo mais lento, diabético, retenção maior de líquidos, trabalha durante o dia todo enquanto eu posso treinar pra valer... falei, essa vai ser moleza, o japa vai cair da cadeira. Mas, para minha surpresa, a cada semana o bicho se tornava cada vez mais magro, parecendo que nem se importava com o seu adversário e o melhor disso tudo foi a constatação de que melhorou consideravelmente os números do colesterol, glicose etc em 02 meses, a ponto de sua médica já ter suspendido alguns medicamentos, sugerindo inclusive um case real sobre esse condicionamento na faculdade na qual ela da aulas é mole, fraco o bicho!
Então, vendo que a batalha era realmente pra valer, no meio desse embate mudamos a regra segundo a qual se os dois perdessem 10kg não mais teria um vencedor, seria decretado empate, como prêmio pelo esforço produzido por ambos. Bom, já batemos as metas, porém, Chip Hunter, você mostrou mais uma vez que o Suntzu está certo, se você conhecer a si próprio e não conhecer o inimigo perderá metade das batalhas, eu te menosprezei e você mostrou que é realmente um guerreiro, um cara de muito valor, ao ponto de me excluir do foco e pensar no seu alter-ego, é mole, tipo assim Rocft você é fraco, minha briga agora é comigo mesmo e eu estou vencendo o meu outro eu, aquele que só quer moleza, o bom vivant.
Portanto, Chip Hunter, tenho que admitir, você ganhou "I surrender", eu desisto, nós dois ganhamos em saúde, em qualidade de vida mas na proposta de nosso desafio por diversos fatores já citados você é o verdadeiro campeão. Parabéns!
Rocft
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ResponderExcluirEscuta, quem disse que fazer os outros chorar valia?
ResponderExcluirPreciso deixar explicito aqui, que assim como você tenho o Cama, como um homem ímpar e o amo muito. Mas diferente de você ele não foi meu primeiro amigo. Não, meu primeiro amigo foi você! Amigo daqueles bons e daqueles que podem ser duros quando se faz necessário. E que mesmo na ausência se fez presente. Dizem por ai que amigos são como estrelas, que eles podem estar longe, mas sabemos que ele esta lá, então você é sem dúvida a minha estrela, além de ser minha melhor ponte com o passado.
Quanto aos outros citados: Flávio, Clayme, Fabio e não esquecerei aqui o Ricardo(mala) - onde quer que ele esteja - são meus irmãos postiços, aqueles que você escolheu como seus, mas que pela presença recorrente se fizeram meus também.
Ao Raphinha, ele é a demonstração de que sonhos acontecem, pra quem sonhar. E os sonhos sempre nos dizem algo, nos ensinam, é só estarmos dispostos a entender.
Fico por aqui, pois esse só deveria ser um comentário e não uma dissertação.
Beijos
P.S. Você nesse seu jeito finito de ser Deus, revela-me Deus nesse seu jeito infinito de ser homem.
Meu amigo Roc,
ResponderExcluirCreio que a nossa missão seja a de sempre melhorarmos naquilo que fomos em pelo menos algum aspecto relevante de nossas vidas. Além de todas as vantagens palpáveis que usufruimos com essa mania, ainda somos presenteados com um horizonte de novas possibilidades...
Então, vamos seguindo sempre em frente!
Grande Abraço,
Chip Hunter, in Search of Excellence (in Poker!)
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